A doença de Alzheimer foi descoberta pelo médico alemão Alois Alzheimer. Até a década de 1970 era considerada uma doença rara com início aos 65 anos. Atualmente, o termo abrange a demência senil e pré-senil. A causa é desconhecida, todavia é importante estimular as funções da memória durante toda a vida com leitura, interação social, jogos interativos, alimentação rica em vitamina B e ômega-3, qualidade de sono, atividade física e demais hábitos saudáveis. Evitar fumar e beber álcool em excesso, bem como reduzir o estresse também colabora para prevenir o risco de doenças neurodegenerativas.
Há várias áreas no cérebro relacionadas com a memória. Algumas delas são o hipocampo e o córtex. No cérebro de uma pessoa com Alzheimer, há atrofia dessas áreas, perda de neurônios e redução de neurotransmissores. Isso resulta também em danos das funções de linguagem, raciocínio, aprendizado, orientação. A doença interfere em todas as áreas da vida do sujeito.
O Mal de Alzheimer afeta o comportamento, a memória e, consequentemente, a personalidade. O paciente geralmente não procura ajuda médica. Ele é levado ao atendimento por familiares que notaram o comprometimento das atividades funcionais diárias. Há relatos comuns, em estágio inicial, de dificuldade de lembrar de acontecimentos do passado ou atuais, ansiedade, irritação, nenhum uso de medicamento e a falsa impressão de não estar doente.
O diagnóstico precoce auxilia na possibilidade de mais recursos para cuidar da pessoa. Não há cura, mas há tratamento médico e psicológico. O ideal é a atuação de uma equipe multiprofissional e apoio familiar para garantir ao sujeito com Alzheimer a redução dos sintomas e a contenção do avanço neurodegenerativo.
Referências:
Franklin, Samuel S. The Psychology of happiness: a good human life. Cambrige University Press. New York, 2010.
Mors, Ole; Kragh-Sørensen, Per; Parnas, Josef. Klinisk Psykiatri. 3 udgave. Munsgaard Danmark. København, 2009.